She says all the things you never want to hear
She says all the things that make you sick
But do you believe her
When she says she loves you
Do you believe her
Is this for real
the raveonettes
sexta-feira, 12 de junho de 2009
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quinta-feira, 11 de junho de 2009
na sorte
acordo sempre assim, assustado, a camisa pregada ao corpo, as gotas de suor descendo lentamente e molhando a fronha do travesseiro. Viro de um lado para outro, viro com a barriga pra cima, tento abraçar minhas pernas, enfio a cabeça debaixo dos lençóis, mas nem assim consigo dormir. Tento abafar o som de alguns pensamentos incoerentes, que teimam em desfilar em frente às órbitas dos meus olhos, como fantasmas brincalhões, que só estão ali para se divertir com o pavor alheio. acordo sempre assim, atrás de algum coquetel de remédios, em busca de trazer o sono de volta, que por motivos estranhos, teimava em desaparecer nas horas mais impróprias. acordo sempre assim, com as mãos tampando os ouvidos, impedindo de forma inútil deles ouvirem o som da minha consciência perturbada.
Durmo sempre assim, com um olho fechado, e o outro aberto, com uma idéia nova de como elimina-la. escolhendo aleatoriamente se seria enforcamento, afogamento, envenenamento. ento.
tiro ao alvo, salamê minguê, mamãe mandou, cara ou coroa. E na sorte, decidir, ou eu ou você.
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quarta-feira, 10 de junho de 2009
Os postes daquela rua pareciam falhar de propósito. Mas ele conhecia aquele caminho muito bem, de muros pichados, prédios abandonados, ele sabia decorado o numero de degraus que o levariam até (...) ultima vez que pisaria ali, foi o que ele disse, e voltara milésimas vezes depois da ultima vez. Ele sabia muito bem o que encontraria, quando abrisse aquela porta amarelada do décimo segundo andar. Veria um par de olhos castanhos claros, esbugalhados, fixos em algum ponto da parede que nos seus tempos de gloria fora vermelho sangue, e que agora possuía infiltrações de vértice a vértice daquele cubículo, que um dia fora habitado pelo o que comumente chamamos de casal feliz.
Seria a ultima vez que tocaria naquele par de mãos frias, que mais pareciam ser luvas, longas luvas esbranquiçadas... Os lábios possuíam um tom arroxeado, o contorno dos olhos... Tão fundos, os olhos castanhos sem brilho algum, pareciam tão distantes. Desconfiaria que estivesse tocando em um defunto, juraria que ela estava vegetando se aquele par de olhos esbugalhados não tivesse se movido e o encarassem, observando cada movimento, e se os lábios outrora mortos e imóveis, estivessem se movimentando, pronunciando em uma voz rouca, praticamente inexistente:
- E agora? Hoje você me perdoa?
Preferia não fita-la. Jurou que seria a última vez
- Quem sabe amanhã? Quem sabe.
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sexta-feira, 1 de maio de 2009
Bad Sun
Every day you bring me pain and we savor it like rain
We hold it on our tongues just like wine.
bravery, the
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sábado, 28 de março de 2009
Desnecessário
Buraco negro. Talvez seja isso que você tenha ai, no meio do peito, no lugar do coração, que deveria bater continuadamente. Puxando tudo para dentro, desse jeito as pessoas se afastam.
Talvez seja por isso que ela mantenha distância, fora do perigo. Cansada de ser sugada para dentro do seu mundinho, ela não quer mais saber o que você guarda de tão precioso lá dentro, que nunca pode mostrar.
Ela se sentia vazia, talvez porque nada fosse suficientemente bom para ela, nada durava o tempo suficiente. Ela não precisava que você a preenchesse de algo que já tinha de sobra dentro de si. Nada. O suficiente para não sentir.
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domingo, 8 de março de 2009
Para pensar II
E tudo que eu andava fazendo e sendo eu não queria que ele visse nem soubesse, mas depois de pensar isso me deu um desgosto porque fui percebendo (...) que talvez eu não quisesse que ele soubesse que eu era eu, e eu era.
- caio fernando abreu.
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Para pensar I
Frágil – você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra. Escreverá: penso em você. Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse. Você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos começa a passar.
- Caio Abreu.
Postado por ccz às 15:01 1 comentários